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François Sagat
Entrevista 01
Ator
pornô francês mais concorrido do momento conta tudo sobre sua
vida íntima, pessoal e pública
Por Tino Monetti
Recentemente, Francois Sagat arrancou suspiros de meio mundo ao modelar para o ensaio ultracolorido da mais nova coleção de moda do estilista Bernard Wilhelm. Aos 28 anos, o ator pornô francês, conhecido por seu visual másculo, rosto exótico e uma tatuagem negra que cobre sua cabeça, vive seu momento mais importante, sendo considerado o nome mais forte e fetichista da indústria hoje. Nascido na cidade de Cognac, no sudoeste da Franca, Sagat foi descoberto por acidente durante uma conversa virtual e se converteu no ícone máximo da pornografia gay européia em poucos meses após seu debut. Com mais de 20 filmes em seu currículo (entre eles, destaque para "Lebanon", "H20", "Manifesto", "Strecht" e "Arabesque", seu primeiro longa), o ator, que é exclusivo do casting da top produtora Titan, concedeu uma entrevista bem apimentada e honesta para o Mix, falando sobre diversos aspectos pessoais e profissionais de sua trajetória. Confira os melhores momentos da conversinha íntima, a seguir.
| Como
você começou na indústria pornô, digamos,
fisicamente? Como vai sua carreira hoje? Eu sempre pensava sobre isso, mas nunca dava o primeiro passo, nunca... Eu estava me preparando bastante na academia, ficando quieto, sozinho, discreto, pois eu sabia que um dia talvez ia acontecer, mas eu nao arriscava tomar uma atitude. No final, eu fui mais "encontrado" do que realmente fui atrás. Em dezembro de 2004, eu estava em Paris, entrei no Gaydar Europe e comecei a conversar com um cara da (produtora) Citibeur. Ele me perguntou se eu estava interessado em fazer pornô e fotos. Eu encontrei o dono da empresa alguns dias depois e, na semana seguinte, estava fazendo minha primeira cena... Então uma companhia americana me descobriu através da capa de uma revista gay francesa. Em julho de 2005, eu viajei para San Francisco para rodar meu primeiro filme nos Estados Unidos. Agora, eu trabalho para a Titan há um ano e meio, e estou realmente feliz de trabalhar com uma das melhores produtoras de pornô hoje. |
Qual é
a parte boa e a ruim de ser um ator pornô de sucesso?
Analisando a indústria dos Estados Unidos, o melhor aspecto
da profissão é que as coisas acontecem mais rápido, os
projetos são mais sólidos... As companhias tem mais dinheiro
para fazer filmes de boa qualidade e eles sabem te divulgar como
poucos. A parte ruim do negócio é que é um mundo de mentiras:
você acha que recebe o bastante, mas isso não é verdade, e
você basicamente não toca em royalties da venda dos DVDs. Isso
é péssimo. Também é difícil encontrar bons parceiros para os
filmes e, normalmente, eu prefiro trabalhar com atores europeus e
não americanos, mas isso depende. Mas o lado mais difícil mesmo
de tudo é que voce se sente velho muito rápido, mesmo com 28
anos de idade. E os fãs exigem muito. Isso é complicado as
vezes, mesmo quando eles são adoráveis.
Quem é seu ator porno favorito e por quê?
Meu ator pornô favorito era Dred Scott, da Titan, porque ele
era o único cara quieto e discreto na indústria. Ele é
místico e eu nunca vi nada sobre ele fora dos filmes:
entrevistas, participações especiais, contato com fãs, nada!
Ele era realmente único e uma verdadeira estrela para mim... Eu
o entendia completamente, porque me contavam que ele não gostava
do universo em volta do pornô, que ele não queria ser
reconhecido por isso. Eu me sinto da mesma forma, às vezes.
Desde que ele abandonou a carreira, nós não sabemos o que ele
está fazendo e nunca mais o vimos. Ele é um mistério, ele é
fascinante. Eu também adoro Erik Rhodes, da Falcon, ele é um
dos rapazes mais sexy que já conheci na indústria e na vida.
Ele é muito gostoso! Eu sonho com fazer uma cena com ele algum
dia.
| Em
um artigo na Technikart, a revista francesa afirmou que
você é a Catherine Deneuve do pornô. O que você pensa
sobre isso? Eu amo esta comparação! Anos atrás, eu ia participar de uma festa de promoção de um filme pornô no clube frances Le Queen e eu já tinha combinado com o dono do lugar que ia aparecer, cumprimentar as pessoas e só, já que dois outros atores iam fazer um show de sexo ao vivo. Então, um dia antes da festa, o dono me pede para fazer o show com os outros dois atores. Eu recusei, claro, e ele ficou puto, começou a me insultar e me dizer: "Quem voce pensa que voce é? Você não é a Catherine Deneuve!". Eu amo a Catherine Deneuve e acho que sou frio e sólido como ela. Ao menos, tento cultivar esta imagem. Meu chefe na Titan me chama de "A Geladeira" e acho que é verdade! Recentemente, você posou para uma campanha da marca Bernard Wilhelm em um ensaio supersexy e colorido. Pensa em investir na carreira de modelo? Carreira de modelo? Você está brincando comigo? Eu não sou bonito o bastante para isso. Meu rosto é muito especial, eu tenho péssimos ângulos e sou muito, muito baixinho. Eu não tenho boas proporções para isso... Os fotógrafos gostam de me clicar por quem sou e não por quão belo sou. Porque a verdade é que não sou bonito, mas gosto muito de fazer trabalhos fora do pornô. |
O que te
excita na vida? E o que te brocha?
Me excita estar sozinho e quieto rodeado de cachorros e
gatos... Também ver minha família, sair com pessoas reais, ir
para a academia e dar risada com meus melhores amigos. Já o que
me brocha são pessoas obsessivas com a fama e egoístas. Nós
vivemos em uma geração com pessoas que querem ser famosas sem
fazer nada. Eu não mereço ser famoso, eu apenas faço pornô.
Eu nunca fiz pornô para ficar famoso, mas normalmente é o que
as pessoas pensam e eu acho ridículo. Se eu não estiver fazendo
algo criativo em breve, acho que vou desaparecer, já que vivo
num mundo tao falso.
Qual seu livro predileto?
O último livro de li foi "Virgens Suicidas". Eu
odeio ler e nunca leio. Em compensação, adoro comprar livros de
arte, com imagens e fotos. Outro dia descobri um livro incrível
de um artista chamado Gerard Schlosser.
| E
o que voce gosta musicalmente? Eu amo pop, rock, electro e R&B. Eu sempre digo, em qualquer entrevista, que sou mais um caso de geracao MTV, já que consumo música e depois jogo fora, como um par de meias velhas. Gosto muito de Marylin Manson, ele é incrível, e mais recentemente estou apaixonado por The Gossip. O que voce mais gosta de fazer sexualmente? Rimming (sexo oral no ânus) é meu fetiche. Adoro bundas grandes e um buraco enorme para comer. Normalmente, eu sou mais passivo, mas recentemente fui ativo com alguém e foi ótimo! |
Você
está apaixonado? Ou já esteve apaixonado antes?
Eu não sei se estou apaixonado, mas descobri uma pessoa
sensacional recentemente, mas ele tem namorado e é americano. Um
belo rapaz de Michigan com quem estive há alguns dias e espero
ve-lo de novo. Eu tenho alguém em Paris também, e não estamos
juntos, já que ele é livre para fazer o que quiser com quem
quiser. Ele é francês, vive em Paris, então tudo é mais facil
e nossa relação é bem passional. Pode ser que ele seja meu
futuro namorado. E sim, estive apaixonado muitas vezes antes.
Um homem
e uma mulher que você ache belos?
Brad Pitt e Angelina Jolie... Eu sei que é uma resposta
fácil, mas eles fazem mesmo o par perfeito.
O que te faz chorar?
Ver outras pessoas chorando.
Planos para o futuro?
Desaparecer.
François Sagat
Entrevista 02
O ator que desdenhou a moda pelo mundo pornô
François
Sagat está na edição deste mês da revista A Capa.
O bonitão da foto ao lado ficou conhecido no mundo pornô por
seu jeito espontâneo e extrovertido. Não bastasse, ainda
trocou o trabalho com moda, pela pornografia. Em
entrevista exclusiva a revista o ator revela o
motivo de tal escolha. Você encontra a revista A Capa em
casas noturnas, bares, restaurantes e saunas de São Paulo, Rio
de Janeiro e Florianópolis. Abaixo confira a deliciosa matéria.
Depois de
trabalhar com os melhores estilistas de Paris, François Sagat
desdenha a moda para ser o nome do pornô gay francês
Ele saiu de casa com 18 anos deixando para trás a pacata vida do
interior da França para estudar moda em Paris. Trabalhou em
alguns dos melhores ateliês de costura da cidade, como Jeremy
Scott, Givenchy e Balenciaga. Também ajudou no styling de
editoriais de moda para as revistas V Magazine e Vogue, além de
fazer bicos como auxiliar de fotografia para Mario Testino e Karl
Lagarfeld.
| Enagana-se
quem pensa que esse currículo pertence a alguma nova
promessa do mundo da moda. Mesmo com a habilidade para
desenhar e toda bagagem adquirida nos anos dedicados à
indústria fashion, François Sagat só saiu do anonimato
após apostar suas fichas no efêmero e segregado mundo
pornô. Com sua bizarra tatuagem que imita um corte militar de cabelo, performances de tirar o fôlego, olhar misterioso e uma expressão ao mesmo tempo rude e fria, Sagat materializou o fetiche de muitos consumidores da pornografia gay. Não demorou para que esse francês de 1,75m e corpo sarado assinasse contrato de exclusividade com os maiores estúdios do gênero nos Estados Unidos, onde foi premiado como melhor performer do ano na última edição do GAYVN Awards, uma espécie de Oscar do pornô gay. Recentemente, Sagat experimentou uma curiosa volta ao mundo fashion estrelando divertida campanha para a última coleção outono inverno do estilista alemão Bernard Wilhelm. Confira o que o rei do fetichismo e do couro falou à revista A Capa sobre sua vida excêntrica: |
Em pouco
mais de dois anos você saiu do anonimato para se tornar estrela
do pornô gay e chegou a ser eleito performer do ano. Você acha
que já fez tudo nesse universo?
Acho que não. Sou modelo exclusivo há dois anos, no início
para a Raging Stallion e atualmente para a Titanmen. Ter um
contrato é vantajoso, pois evita ter que rodar muitos filmes no
decorrer do ano, o que zela pela qualidade da minha filmografia.
Trabalhando para a mesma empresa, eu acabei evoluindo dentro de
um estilo interessante mais ao mesmo tempo restrito. Eu passo uma
imagem dura, ligada ao tema do couro e do fetiche. Sou bastante
visto, mas na maioria das vezes sob o mesmo aspecto, sem muitas
variações. Ainda posso me renovar e fazer coisas diferentes,
mas para isso será necessário trabalhar para diversas pessoas.
Durante as gravações, já aconteceu de se empolgar e se
deixar levar pelo tesão?
Nunca perdi o controle. Nunca houve um parceiro que me
atraísse 100%. A escolha do parceiro é muito difícil, varia
conforme a disponibilidade, a nacionalidade, a orientação
sexual e para quem a pessoa trabalha. Sem falar da pressão em
torno de você. Não dá para se deixar levar, entende? É um
trabalho de verdade, uma verdadeira composição. Nós somos
cortados a cada 5 minutos. Não tem prazer, não tem tesão.
Muitos fatores influenciam: as mudanças na luz, o tempo
filmando, a química entre os modelos, o cansaço, a ereção que
deve ser mantida... Atualmente estou filmando o novo filme de
Bruce Cam, o diretor da Titan, e posso te garantir que é bem
difícil. Não há tempo para se divertir, muito menos para
"se empolgar". E ainda tenho que me levantar super
cedo.
| Na
indústria pornô uma carreira nunca é muito longa. O
que pensa em fazer quando o "hype" passar? Sinceramente, estou pouco importando com isso. Eu nem faço muita questão de ganhar rios de dinheiro como alguns de meus colegas, que só pensam no business. Eu não faço por dinheiro. E nem ganho tanto na verdade. Todos me dizem que sou estúpido e que poderia estar super rico, mas minha praia não é gerenciar minha carreira. Vou vivendo cada dia. Se amanhã acabar e eles não me quiserem mais, tudo bem. Nada disso tem importância para mim. Eu vivo sempre pronto a voltar a viver uma vida normal, sem extravagâncias como era antigamente, mesmo sabendo que por alguns anos não daria para voltar completamente ao normal. Eu sou rodeado de pessoas nefastas e manipuladoras. Na hora certa eu posso desaparecer sem pedir a opinião de ninguém. Eu vou trabalhando e, no futuro, eu quase nem penso. Muita gente o faz por mim, dentro de seus próprios interesses, nunca se preocupando com os meus. Eu respeito os acordos que assumo, mas na hora certa não se ouvirá mais falar de mim. Ou sim, mas de outra forma. O que é preciso para te paquerar na vida real? Tem que ser gentil e natural. Não adianta ir muito além disso. Eu adoro gente direta, mas que não seja grosseira. Prefiro que vá direto ao ponto ao invés de me soltar os violinos e tentar fazer a linha gentleman romântico. Eu não acredito nisso. Parece que estão tirando onda com minha cara. Detesto quando o fazem. Principalmente comigo. Eu gosto dos brutos ou desajeitados, mas seguros de si. Isso me faz balançar. |
E o que
te faz se apaixonar por alguém?
Para me apaixonar é necessário que a pessoa evite valorizar
o que sou e o que faço. Tem que ser ela. Vai ser necessário
algum tempo também. É bem progressivo comigo. Mas antes de tudo
uma boa química sexual é primordial. É preciso transar,
transar e transar novamente. Aí depois vemos no que vai dar,
discutimos e nos conhecemos um pouco mais. Eu sei que não parece
muito romântico, mas eu posso ser doce e romântico sim. Eu
adoro caras melancólicos, com um ar meio triste. Caras que
sofreram sempre possuem mais charme que alguém super feliz. Eu
prefiro os perfis mais sombrios. A experiência de alguém que
já sofreu algo na vida é muito mais atraente. Isso se percebe
no rosto, no olhar. Claro que é preciso momentos de alegria.
Não sei se todo mundo entende o que eu estou querendo dizer, mas
pessoas muito felizes soam falsas e isso não me seduz.
E como é a relação com sua família? Como reagiram
quando se lançou no mundo pornô?
Normalmente, ou seja, não gostaram. Não me surpreendeu. Se
eu tivesse um filho que fizesse filmes pornôs eu não ficaria
feliz. Minha família é bem pequena, só mãe e minha irmã.
Então foi mais fácil de contar. Elas não gostaram, mas tudo
está melhor agora porque muita coisa interessante acontece ao
redor do pornô. Outros universos se interessam por mim agora,
como a moda, alguns artistas e bons fotógrafos. E isso é
gratificante tanto para mim quanto para minha mãe, que espera
que eu pare com o pornô rápido e vá fazer outra coisa. A
pornografia foi meu segundo coming-out e o mais doloroso para
minha família. Antes disso, com 19 anos, eu assumi que era gay.
| Fale
um pouco sobre a época em que trabalhava na indústria
da moda? Por que não deu certo? Não funcionou por que não fui perseverante o suficiente. Não tinha mais força e energia para continuar. Poderia ter dado muito certo, já que trabalhei para os melhores. Mas eu não passava de um assistente, sem muita paciência e muito imaturo. E, principalmente, devido ao pouco dinheiro para me sustentar. Eu fiz uma escola de moda durante três anos e depois fui assistente para Paco Rabanne, Tierry Mugler, Jeremy Scott, Givenchy e Balenciaga. Depois fui assistente em styling para as revistas V magazine e Vogue. Também ajudei Carine Roitfled alguns meses e já trabalhei em tomadas ao lado de Mario Testino, Inez Van Lamsweerde e Karl Lagerfeld. Mas simplesmente parei. É muito trabalho, falta de consideração e pouca grana. Você experimentou um revival ao mundo da moda há poucos meses. Como rolou o convite para fazer a campanha do estilista Bernard Wilhelm? Ele me achou através de uma amiga em comum do mundo da moda. Sua assistente simplesmente me ligou propondo o acordo. Aceitei na hora. Eu já tinha cruzado com Bernard duas ou três vezes. Conhecíamos-nos de vista. Eu adorei o trabalho porque nunca imaginaria que fosse repercutir tanto, até na imprensa dita "não gay". Teve um bom impacto. A gente fez tantas outras fotos geniais que nunca foram mostradas, é uma pena. Eu vejo esse trabalho como uma zoação. Mostramos que com humor podemos sempre ganhar. Eu não gosto de me levar muito a sério. Isso permitiu a muitas pessoas me descobrirem ou de mudarem de opinião ao meu respeito. E também me permitiu de ir contra a imagem fria e glacial que cultivo em os filmes. |
Quais
seus estilistas preferidos? Quais compra para si próprio?
Nicolas Ghesquiere é o melhor. Já há muito tempo ele faz
um trabalho incrível para a Balenciaga. É maravilhoso. Ele pode
parecer um pouco arrogante devido toda a pressão midiática em
torno dele, mas quando você o conhece ele é muito engraçado e
extremamente culto. Mas eu nunca mais o vi desde que parei
de trabalhar para ele. Karl Lagerfeld também é inacreditável e
excepcional no que faz para a Chanel. E o personagem em si me
seduz muito. Eu adoro vê-lo falar. Mas eu nunca compro roupas de
estilistas famosos. São muito caras para mim. Com exceção de
Nike e Adidas, mas isso não tem muito a ver. E graças a Deus
não estou nem aí. Não me interessa. Eu sou homem, não uma
Prima Donna. Um jeans Abercrombie da estação já me satisfaz.
Você mantém um blog na internet. De onde veio essa
idéia?
Foi Francesco (se referindo ao ex-namorado e também ator
pornô Francesco D'Macho) que insistiu para que eu fizesse um
blog. Ele é ótimo em comunicação. Eu não. Às vezes tenho
vontade de abandonar tudo e parar com essa história. Você tem
que atualizar regularmente e, freqüentemente, eu não tenho
tempo para isso. Mas me esforço. Aparentemente as pessoas gostam
bastante do blog, então eu gosto de dividir um pouco da minha
vida com elas. E é gratuito.
O que você não abre mão na sua vida?
A musculação. Ir à academia todos os dias. Quando eu paro
fico completamente louco. É como droga. Fora isso minha
independência. Eu detesto depender dos outros, como, por
exemplo, durante as filmagens, gosto que me deixem em paz.
Você já ficou com algum brasileiro?
Ahhh, sim. Bem mais que um. Os brasileiros são muito sexy. E
vocês têm a pele tão suave e doce.
O que conhece sobre o Brasil?
Eu nunca fui ao Brasil. É um dos meus sonhos. Eu sei que
irei em breve. Eu conheci algumas pessoas em Paris, isto
é, jovens brasileiros. Eles são lindos. Eu fico imaginando aí
no Brasil como deve ser. O que eu conheço sobre o Brasil? A
Gisele Bunchen, os documentários e fotos de Mario Testino, o
carnaval. E é tudo. Eu sei que é bem clichê. Sinto muito, vou
ter que ir aí te fazer uma visita.
Você gostaria de mandar algum recado para seus fãs
brasileiros?
Estou chegando!!! Esperem-me e a gente faz amor.
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